A primeira noite no videopapo
Nem preciso dizer que virei a noite papeando no videopapo, né? Vício, vício, vício. Montes de nerds tímidos,
troca-troca de telefones e “trimmmm!”, o despertador histérico que nunca tinha sido usado, gritava na minha orelha
que era hora de trabalhar. Eu, morta de sono, a noite toda romanceando naquela porcaria viciogênica… estava
perdida. Como conciliar noites de zumbi no teclado, encontros às escuras com paqueras virtuais, o despertador
tocando às cinco da manhã e trabalho em horário comercial? Aquilo não era vida! Mas eu precisava parar de reclamar,
tomar um banho e ir para o meu primeiro dia de trabalho na Teletel.
Os dias não seriam tão fáceis como eu havia imaginado…
hhhhhhhhhhh