Alê Félix - Licor de Marula com Flocos de Milho Açucarados uv

Garotinho loiro da foto, obrigada pela primeira e incrível sensação de paixão, sentida numa simples corrida, enquanto eu descia uma ladeira de braços abertos e recordando dos detalhes do seu rosto.
Marquinhos, obrigada pela chuva de estrelas que não caiu, mas fez nossos olhos fecharem com alguma sintonia. Obrigada pelos laços verdes deixados no caminho da minha casa e pela história de um primeiro beijo que até hoje eu tento contar...
Marcelo, obrigada por ter feito que eu chorasse tão intensamente quanto chorei nas noites que passei em claro, te inventando na ponta de um lápis. Obrigada por ter ido embora depois da minha fogueira de papel, minha fogueira de você.
Cláudio, obrigada por ter virado meu caráter do avesso, obrigada por ter me derrubado sem querer e me erguido através dos seus olhos e não do seu cérebro.
Gil, obrigada pelo arrepio dos meus pêlos adolescentes, pelo toque gentil quando eu precisava de gentileza e respeito. Obrigada pelas fantasias despertadas e por sempre ter me deixado tão insegura e excitada. Obrigada pelo suor entre os seios, o desejo que nunca se partiu. Obrigada por ter voltado, me desejado, me abandonado todas as vezes, mas nunca ter abalado minha auto-estima. Uso seus lábios como recordação, mesmo que eles nunca tenham ultrapassado os limites da minha clavícula. Pelos beijos de língua que me fizeram gozar sem nunca ter te dado, por ter me deixado ir mesmo que nunca tenha entendido os meus porquês e por ter sentido tanto, obrigada. Obrigada pelos escorpiões e pela descoberta de um céu onde até hoje, quando entediada, eu me perco e me arrasto.
André, obrigada por ter transado com a minha tia e nunca ter me deixado saber...
Glauco, obrigada pelas tardes de beijos, brigas, por me despir peça por peça das roupas a alma. Por ter me ligado antes de ir embora, por ter guardado minha fotografia na sua caixa de importância e feito sua mãe me ligar para contar sobre a sua morte... obrigada. Queria ter visto você naquele dia que liguei, queria que o seu casamento não tivesse me impedido de saber que você estava partindo. Queria ter dito o quanto você foi importante... Obrigada por ter me ensinado a ser tão franca diante dos meus amores, mesmo que você só tenha conhecido minha versão cheia de orgulho e silêncio.
Cadu, obrigada pela paciência, pela minha identidade falsa, por todas as manhãs chuvosas que fugimos da faculdade, por ter se tornado um grande amor e não somente o garoto que me transformou em uma mulher. Por todas as suas provas de amor, por ter sido tão bom namorado... muito, muito, muitíssimo obrigada.
Alex, obrigada por ter me apresentado a melhor turma de amigos e o bar que se tornou cenário das nossas grandes histórias. Obrigada pelas músicas da nossa rebeldia, por ter me ajudado a viajar sozinha atrás de um sentido e um fim. Por Bob Marley e tantas noites entre a zona sul e norte, obrigada.
Fabiano, obrigada por ter os olhos mais embriagados de vida que eu já havia visto. Os olhos que me fizeram surtar atrás de todos aqueles dias de rede que passamos na Bahia... Obra do acaso, sempre. Obrigada por tanto improviso.
Edu, embora eu já tivesse dito que sim, obrigada por entender que eu não o amava para casarmos, mas amava o suficiente para deixá-lo. Obrigada por não ter me rogado todas as maldições que me cabiam e ter sorrido antes de fechar a porta.
Ru, obrigada por nada... Não, não é verdade. Vinte dias depois da primeira vez que escrevi esse texto, obrigada pelas últimas semanas. Obrigada pela tarde de choro e meias desculpas que trocamos nas escadas do prédio. Obrigada por uma vida juntos, apesar do pouco e do muito que nos fez perder nosso tudo ou nada.
Igor, obrigada por ter feito eu me apaixonar por você em uma época que eu carecia tanto de fé. Obrigada por ter demorado para chegar. Mesmo tarde, obrigada por me mostrar que não havia sido uma ilusão, mas que - apesar do calor do corpo - as noites de frio eram passado.
Wil, obrigada por cuidar de mim quando tudo parecia inferno. Obrigada por ter escolhido meus olhos e me puxado pelas mãos sempre que elas tremiam. Por me deixar ir embora quando fiquei confusa, obrigada...
Ramón, obrigada por ter me comido com os olhos, por me devolver doses estranhas de ciúme verdadeiro misturado com minha raiva e o que me restava de liberdade. Muito, muito obrigada pelas asas.
Ro, obrigada pelos encontros e desencontros. Pela indecência destilada no ouvido e os arranhões riscados na ponta dos dedos e da língua, obrigada. Pelas trocas, canções, histórias curtas, cartas longas, pelo meu livro. Pelo tesão da disputa, pela falta de prazer da conquista, obrigada. Por ter voltado e ido embora tantas vezes como se nunca tivesse saído, e por aquela paixão esquisita que nunca me fez desejá-lo mais do que desejei uma história, obrigada.
Wil, obrigada pelos braços abertos todas as vezes que eu precisei deles para me curar ou me proteger. Obrigada pela inabalável segurança, por essa estranha capacidade de bastar quando está por perto. Por nunca ter deixado de cuidar de mim, mesmo eu sendo tão arredia para qualquer tipo de cuidado, mesmo sabendo desse meu tanto de gratidão e ingratidão, obrigada. Obrigada por entender sem os velhos dramas morais e domésticos que eu não passo de um resultado inacabado de grandes e poucos amores. Por não ignorar que não passo de um bom passado, de experiências que fizeram eu me tornar quem sou e que é do que eu sou que você tanto gosta, obrigada. Obrigada, por me dar sem medo esse seu jeito de amar que tanto se aproxima do que eu acredito que seja amar. E, por sempre grokar minha história mal contada de forma tão próxima do que ela realmente foi, obrigada.

Reveillon bacana: uma vó caducando, outra de andador, vô se mijando, pai no telefone com a amante da vez, mãe sem dormir há dias, irmãos separando, irmã casando, tios fugindo, tias com medo, eu com medo, eu arrastando a todos pra cima da laje, fogos, explosões, eu com raiva e ele me estendendo as mãos... Todos na mesa, todos passando o sal e as velhas piadas. Um brinde! Mas já era quase uma da manhã e ninguém arriscaria ser pego no bafômetro. A garrafa morreu cheia, voltei pra casa com vontade de transar e dormir o mais rápido possível. Não se impressione. Muito menos se iluda. Sua ceia não deve ter sido mais ou menos humana. Mais ou menos hipócrita, talvez, dependendo da sua sorte do dia. Mas, convenhamos, nessa vida ou você sabe, ou finge que não sabe ou é um completo imbecil. Feliz ano novo pra você também.

Nunca ganhei tanto dinheiro como ganhei em 2008. Também nunca perdi tanto, nunca gastei tanto com bobagem, nunca fui tão babacamente generosa e nunca havia sido tão imatura e inconsequente como nesse ano que - graças a deus - está acabando.
Estou cansada... bem cansada. Mas não vamos falar de prejuízos. Acabei de sair da depilação e sentir os pêlos sendo extraídos com cera quente, me faz lembrar que o cenário e as sensações sempre poderiam ser piores. Para alguém que já passou reveillons tentando dormir e vendo o marido dormir em um colchão sobre a forração de um conjunto habitacional no Jardim Ângela, que já atravessou o Natal oferecendo fotos polaroid de bar em bar e rezou escondido pedindo que um dia o dinheiro deixasse de desencadear tantos outros problemas, a vida hoje é perfeita. Nesse momento, só o notebook que está no meu colo, custa cinco vezes mais do que todo o dinheiro que eu tinha na passagem de 94 para 95. Então, foda-se. Eu vou ficar bem.

Eu odeio lavar louça. Na verdade, odeio fazer qualquer serviço doméstico. Sou bagunceira, preguiçosa e a culpa é a da minha avó (não sei com quem aprendi a responsabilizar as pessoas certas, mas sempre fiz isso muito bem).

Ela bem que tentou, criou as filhas e as netas para serem donas de casa impecáveis. Mas, eu, lá por volta dos meus sete anos de idade, assim que me dei conta de que estava sendo educada e treinada para ser uma boa esposa, peguei pavor aos ensinamentos que ela tanto se esforçava para nos passar. Cruzei os braços, chorei, esperniei, entortei os talheres, quebrei as vassouras e ignorei os lustra-móveis. Não aprendi a passar roupa, lavei os pratos sonhando poder quebrá-los em festas gregas, jurei que não me casaria, que não teria filhos e faria tudo o que eu quisesse da minha vida. Enquanto isso, ela dizia...

- Se você não souber cuidar de uma casa, quem vai cuidar da sua quando você tiver uma?

Dotada da arrogância dos nossos genes, eu respondia:

- Vou ter empregada!
- E vai ser madame com que dinheiro?

Precisei de terapia para lembrar que foi assim que começou tão cedo minha obsessão por independência financeira. Eu tinha certeza absoluta de que pagaria minha vida de madame com o meu próprio dinheiro, que não aceitaria que ninguém pagasse minhas contas, que não queria ser dona de casa, mãe ou manipular meus homens com afagos em troca de trocados. Não queria acordar, lavar o rosto, trocar de roupa, ir para o fogão, passar o café, servir os filhos, dar bom dia para o marido, vê-lo partir para o trabalho depois de um beijo na testa, ver os filhos partirem correndo para a escola, tirar a mesa suspirando, ligar o rádio sempre na mesma estação, arrumar a cozinha misturando os sonhos com as canções, lavar as roupas reclamando dos filhos da vizinha que ouviam músicas em um volume mais alto que os pensamentos, limpar o chão da sala com água e cera, seguir para o quarto abrindo a janela e tirando o pó, libertando o pó, caminhando entre o próprio pó.

No final da tarde, quando todos começavam a chegar do trabalho e da escola, lá estava ela engomando as roupas em silêncio enquanto eu me perguntava quem ela realmente era, o que sonhava, se já havia desejado ser outra pessoa, se sentia prazer, se um dia a veria chorar.
Nunca vi minha vó chorar... Dá para acreditar? Não sei como minha mãe se transformou na mulher sensível que é, sendo filha da rocha polida que é a mãe dela.

Ontem de manhã me disseram que ela vai precisar de um andador para se locomover. É bem provável que ela não possa mais viver só com meu avô, que precise de maiores cuidados. Enquanto os filhos não decidem o futuro, ela está apática, não quer mais conversar. Sai do sofá para o banheiro, do banheiro para a cama, da cama para o sofá. Vê programas de TV começarem e acabarem, continua preferindo as novelas. Meu avô tem trocado as roupas: as dela, as da cama, as dele. Aprendeu a fazer feijão e a chorar por ele e por ela.

A notícia de que ela não está mais podendo andar me foi dada no mesmo dia que fiquei sem empregada pela segunda vez no ano e voltei a fazer testes com as possíveis candidatas... Mulheres que aprenderam a lavar, passar, cozinhar, amar aos outros e ignorarem a si próprias. Mulheres que chegam na minha casa de manhã, sempre em busca de uma estação de rádio, com os mesmos olhares distantes, as vezes cantarolando, quase sempre chorando com o corpo mais do que com as palavras. Nenhuma delas tão eficiente quanto são as mulheres que minha vó criou, todas elas com desejos secretos de quebrar pratos tais como os meus. Todas elas tão diferentes de mim no dia a dia do trabalho e tão iguais nos alicerces da alma. Eu observo, nunca reclamo. Brigo bem com qualquer pessoa, menos com quem faz minha comida e lava minhas roupas. Converso bastante, mas procuro conhecê-las através do silêncio. Vários testes, várias mulheres e ainda não consegui contratar nenhuma, embora sinta vontade de admitir todas. Não somente para que elas façam o que eu me recusei a aprender quando minha avó tentou me ensinar, mas para ensiná-las a transformarem o trabalho em liberdade, a não aceitarem trocados ou simplesmente acreditarem que pode não ser possível fazer o que bem entendemos todos os dias, mas que um único dia deveria bastar para que não desistissem.

Gabriela Guild


Preciso parar com esse péssimo hábito de me colocar para baixo enquanto falo comigo mesma! Lembra do "O Segredo" e pára de urubuzar seus próprios poderes, Gabriela Guild! Não esquece que você é uma atriz famos... Ok, quase famosa. Um pouco famosa. Famosa o suficiente para pegar essas costelas, esses braços, essas pern... Ué, não tem pêlo, não? Não me diga que você depila o sovaco e todo o resto das partes? Hum... Será que é...


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Meu lugar...

Semana retrasada eu estava no Fórum de Midias Sociais lá em Curitiba, morrendo de gripe, tremendo de febre sob um casaco de inverno, quando recebo uma ligação dos fofos da Nokia dizendo que me mandariam um par de ingressos para o show da Madonna... Hoje!
Óbvio que eu amei, vou pra lá feliz da vida e agradecida, mas - apesar de gostar muito de algumas músicas da Madonna - tinha em mente que hoje eu iria era para a Vila Madalena ver o movimento. Sabe o que é? Pensa: todas as peruas e todos os gays da cidade estarão no show. Festança no Morumbi, mas, diversão garantida, seria mesmo dar uma circulada pelos bares da vila e ver a heterossexualidade restante. Uma pena ter recebido os ingressos... As ruas seriam um trabalho de observação interessantíssimo, mas a Nokia me quer ao lado das mulheres loucas e dos homens mais divertidos. Uma pena, mas, vai ver, é esse o meu lugar.

* Apesar da muvuca, se rolar um esbarrão, vou de pista, oi-me. \o/

Esse Ian...

O que a gente não faz pelos amigos? Só para eles poderem ganhar o um desafio qualquer...

Quem também quiser dar uma força pra esse menino maluquinho, basta seguir as instruções no Enloucrescendo.

Fui.

Quero ser Ninguém - Livia

Trecho do segundo post da webnovela Quero ser Ninguém, agora escrito em parceria com a Giselle Itié, além da Samara Felippo.

Fui embora logo que ela se recuperou. E voltei para casa excitadissima, querendo sair mais vezes! Vou fugir sempre que eu conseguir... Ah, se vou! E se eu não fosse filha e neta de quem sou, se a minha cara não estivesse estampanada nas bancas de jornais desde o dia que nasci, bem que eu podia ser...


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365 Dias de Solteira - 8 ° capitulo

Pertencia à turma das garotas que diziam que masturbação feminina não era necessária quando se tinha um namorado. Eu não entendia por que uma coisa excluía a outra, mas, como sempre estava namorando, realmente não pensava sobre o assunto. Nunca havia ficado por ficar. Dois rapazes ao mesmo tempo, nunca. Duas garotas? Muito menos. Casa de swing e lugares públicos? Nem pensar! Nunca. Nenhum fetiche, nenhuma fantasia muito diferente das idéias batidas das menininhas de quinze anos que sonhavam com fardas e astros do rock.

Clique aqui para ler o post inteiro (O Opala da Sorte) e morrer de catapóra preta pensando sobre a veracidade (ou não) da história. :-)

www.alefelix.com.br/365diasdesolteira

Quero ser ninguém

Mês passado recebi um e-mail de uma moça chamada Samara, dizendo que estava lendo meu blog há alguns dias e que gostaria de me encontrar para conversarmos sobre um projeto que envolvia literatura e teatro. Ela disse que morava no Rio e eu estava indo ao Rio na semana seguinte. Marcamos por e-email, trocamos celulares caso houvesse algum desencontro, só nos falamos rapidamente alguns minutos antes de nos encontrarmos pessoalmente.
Lerda que eu sou, só me dei conta de que a tal da Samara era a atriz Samara Felippo, na hora de trocar os dois beijinhos comuns do comprimento carioca. E juro que só tive certeza na segunda bochecha, porque na primeira eu ainda estava pensando "de onde mesmo eu conheço essa garota?".

Sentamos, pedimos água e ela me contou que - do jeito dela - ela escrevia desde pequena e que queria muito me mostrar alguns rascunhos. Disse que tinha uma porção de histórias na cabeça, mas que a arte dela era a cênica e que queria que eu escrevesse...

- Não esquece que eu não sou escritora.
- Eu li o "365 dias de solteira", li seu blog, seu perfil no blog... O jeito que você escreve é perfeito para o que eu tenho em mente!
- E o que você tem em mente?
- Não sei se eu vou conseguir te explicar sem mostrar alguns textos que comecei a escrever...
- Me dê um exemplo de algo mais ou menos parecido e que já tenha sido feito, só pra eu tentar entender...
- Imagina uma espécie de "Sex and City", porém com personagens que fossem atrizes, cantores, celebridades e não mulheres comuns. Todo mundo acha que sabe o que acontece na vida de alguém que está nas capas das revistas, na televisão... As pessoas acham que sabem, as revistas acham que flagram, as vezes até flagram realmente... Mas a verdade? As verdadeiras histórias, os verdadeiros escândalos, histórias que até gostaríamos de contar...
- Eu não sei se quero saber...
- Como assim?
- É informação demais. Se forem histórias verídicas suas ou de outras celebridades, quando você me contar, vira uma relação de segredo e guardar segredo dá um trabalho danado! Não quero saber não.
- A idéia é que você faça o que faz no seu blog. Você não conta suas verdadeiras histórias naqueles posts. Você ficciona tudo, mas todo mundo acha que é diário.
- As vezes é verdade sim.
- E as vezes não é.
- E as vezes é um pouquinho de cada.
- E é exatamente isso que eu quero.
- Hum... Isso eu acho que sei fazer.
- Vamos misturar tudo, fazer o que você já sabe e o que eu sei, depois a gente vê o que acontece. O que acha? Topa?


Não sei se foi exatamente assim que conheci a Samara, mas foi mais ou menos assim.
Tomara que eu consiga dar conta das trezentas mil coisas que me meto a besta... Não bastasse a idéia dela ter virado o nosso "Quero ser Ninguém", ainda estamos concluindo um site de webnovelas... Mas, sobre isso, mais pra frente eu conto.

Por enquanto é só. Espero que curtam e que eu não morra de lelé.

www.alefelix.com.br/queroserninguem


Olha que bonitinho...

Ainda há quem me pergunte porque eu acho um absurdo as pessoas se encherem de animais de estimação. Digam o que quiserem, pra mim, esses pobres seres servem aos seus donos como paliativos emocionais, uma distração para a carência e a falta de sentido que de vez em quando nos assombra. Nessas horas, tem gente que vai pra terapia, outros metem um cachorro na coleira, um pássaro na gaiola, gatos são espalhados pela cama. Mas e, nessas horas, quantas Suraias realmente existem? Bom, se fossem muitas, não teriam feito a matéria abaixo e eu não acharia - nessas horas - que estou coberta de razão, não é mesmo?

"Eu vi mais de 200 animais mortos na cidade, entre cães, gatos, cavalos e bois. As pessoas abandonaram os animais. Na pressa em sair de casa, deixaram os cachorros presos em correntes, ou trancados dentro de casa", diz Pereira.

Pelo menos minha terapeuta sabia quebrar correntes...


39 graus...

Foi só eu falar, caí de cama... Primeiro fim de semana de sol em São Paulo e tive que passá-lo embaixo das cobertas tentando controlar a febre e o mal estar. Poucas partes do meu corpo não doem, não sei como vou fazer com os compromissos que assumi para esta semana. Há mais de três anos não ficava gripada... E isso está tão forte que nem sei se é gripe. Ótimo presente de aniversário, ótimo...


Contando vantagem

A única vantagem de envelhecer é que pra nos derrubar de vez, só se for a morte.
De volta. Firme, forte, pronta pra outra e rezando por novos personagens.

Em processo de cura

Graças a Toquinho e Vinicius de Moraes...

Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender
Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver
Você que fuma e não traga / E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga...
Eu vou é mandar você pra...

Sonho?

Há semanas que sonho o mesmo sonho: estou em uma cidade qualquer sem saber se ela é minha ou se é só mais uma paisagem, entro em uma espécie de cabine para comprar uma passagem aérea para a cidade vizinha e alguma coisa acontece. A cabine, que antes era parte do aeroporto, se desloca do chão e é arrastada por um mar que ninguém sabe de onde surgiu porque - até então - não parecia se tratar de uma cidade praiana, embora fosse próxima de uma outra que deveria ser o meu destino. De dentro da cabine, com mais duas garotas que eu não conhecia e que só falavam em alemão, vendo as águas tomarem conta das ruas, me pergunto se o que acontece é somente uma tragédia local. Penso se vou conseguir voltar para casa e se lá vai ter alguém a minha espera. A cabine travou em uma esquina de terra ou eu pulei de cena no sonho, não sei direito. Sei que ando, ando, ando, descubro que dinheiro não vale mais nada, muito menos meus cartões de crédito. Procuro um carro porque me sinto protegida dentro de carros e eles me dão uma boa sensação de fuga, mas tudo a minha volta é caos e dentro do caos não há espaço para bolhas mágicas. Sigo em busca de velocidade, de algo que me leve mais rápido, que me leve longe e quase sou atropelada. Uma mulher com uma bicicleta é jogada no mundaréu de água enquanto alguns homens buscam irracionalmente salvação lutando por aquele par de rodas. Como se houvesse muitos espaços de terra firme... Telefones... sem sinal, sem linha, sem alô, sem poder dizer o quanto amo antes de desistir ou ser devorada. Tantos números na cabeça e nem sequer sabia direito para quem seria minha última ligação. Jornais voavam diante dos meus olhos e eu os agarrava para me secar da água e me proteger do frio. Nenhuma notícia valia de nada... água, água, água, Osama, Obama, Bush, Lula, Chaves, salvação vinda de Hu Jintao... Por que diabos precisamos tanto de mocinhos e bandidos, meu deus? Tão fácil mudar o mundo... Bastou oferecer dois mandatos para um imbecil para que ele derrubasse um império e um dos maiores preconceitos de uma nação. Tenho quase certeza de que o que está acontecendo hoje demoraria muito mais tempo para acontecer, caso não tivessem jogado a história do mundo nas mãos de um débil mental. Como são importantes os imbecis... Eles definitivamente aceleram os processos de mudança. Mas até quando eles serão necessários? Cansa... E que tipo de olhar não os percebe nos primeiros discursos, meu deus?
Quando se está diante de uma tragédia ambiental é impossível não lembrar do fim do mundo religioso, mas eram poucos os que rezavam. Parecia ser mais fácil virar bicho e cobrir todo mundo de porrada, invadir supermercados... Tanta gente se estapeando... E não era um pesadelo, eram só constatações de fragilidades sociais que desde pequena, do alto do meu muro e da minha infância, eu questionava. Era quase bom ver a terra engolir o piche, as águas guiarem os carros e a insanidade humana rasgar, enfim, os seus paletós. E eu que achava que eles - os paletós - seriam destruidos pela razão... Se não fosse minha própria vontade de estar em casa, eu ficaria quietinha num canto, vendo as pessoas correrem para a única certeza de suas vidas: todos se degladiando para salvar suas famílias, genes e pele. Sem crueldade alguma de minha parte, pelo contrário. Não conseguia parar de chorar pela dor de cada um deles. Se a vida só faz sentido quando nos unimos, era óbvio que no fim do mundo (ou no fim da daquela cidade) a maior tristeza seriam as separações forçadas. Matar e morrer só não devia ser pior do que matar e morrer por um filho, mas... Ver tantas famílias se protegendo enquanto destruiam outras, só me fazia pensar sobre o que era solidão, desespero e egoísmo. Aquilo não me parecia amor, só me parecia medo e falta de solidariedade. Eu chorava, seguia para qualquer lado, me escondia das multidões e lembrava daquele papo cristão sobre "amor ao próximo". Jesus deve ter sido um puta cara legal... Acho que eu teria me apaixonado perdidamente por ele. O Rubens tinha razão, ninguém entendeu nada. Queria tanto entender... Mas como? Eu também queria minha casa, um pouco de calor, meu cobertor, minha geladeira, meu filtro de água, meu chuveiro com água quente, meus travesseiros, papel higiênico, privada, descarga, roupas que me protegessem, portas e trancas. Eu também estava com medo... Como ele nos rouba a capacidade de compreensão, não é mesmo?
Mudanças climáticas pareciam tão distantes... Achava que quando a Terra se voltasse contra os Homens, eu já teria morrido. Não conseguia pensar em outra possibilidade além do nosso descaso, egoísmo. Tanta fé em deuses, em si próprio e tão pouca fé na Terra... Olha só a merda que deu... Precisava muito saber se era o fim de um mundo ou a destruição temporaria de uma cidade e porque caixas cheias de dinheiro estavam caindo do céu, mas acordei. Acordei no meu mundinho de água quente, potável e abundante. Com amores por todos os lados e, graças a deus, sozinha e desarmada.
Preciso sair dessa cama e começar a reciclar meu lixo... Foda-se que é tarde.





Estrelas perdidas

Como sou covarde, para ser eu mesma, as vezes preciso ser outra. Preciso ser Alejandra, Alejandra Marques, Alejandra Marquez, Alessandra Marquez, Ale Marquez, Ale Felix, Felix como o gato, todas as Ales ou um pouquinho de cada. Acordei e ainda lembro... E agora? Tomara que não tenha se perdido, tomara que não esqueça. Nem da Colômbia, nem da colombiana, nem da Estrela, nem da Lapa, nem das Farc, muito menos daquela escritora mentirosa que sabia como... Como se divertir.
Seria bom. Pelo oitavo livro, seria bom.

A palavra ou o boletim?

Boa parte dos anos que passei na escola, passei conversando e pensando. Minha dedicação aos estudos foi bem menos exercitada do que o meu poder de persuasão e minha vocação para a vagabundagem. Lá, pela quarta ou quinta série, eu já havia elaborado técnicas de fuga e cola muito mais complexas do que qualquer outro membro da rede de ensino particular seria capaz. Nessa época, a escola que eu estudava era pública e eu jamais acreditaria que só seria vencida em minhas habilidades, depois de conhecer os alunos das escolas particulares. Você pode não acreditar, mas gente rica cresce muito mais malandra do que a classe média das periferias.
No começo de cada ano letivo a primeira coisa que eu fazia era conhecer a sala de aula, escolher minha carteira (sentava na frente: apesar de vagal, sempre fui exibida), procurar os novatos, passar meu detector de beleza física pelo ambiente, me certificar de quantas faltas eu podia ter no ano e qual o mínimo de pontos necessários para não ser reprovada. Repeti uma única vez. Tomei pau na sexta série, mas nunca admiti. Como eu havia entrado na escola mais cedo do que o normal, dizia pra todo mundo que nunca havia repetido. Nenhum namorado nunca soube disso, meu ex-marido nem sonhava e, inacreditavelmente, até meus amigos da época esqueceram que um dia bombei a sexta série. Achava que talvez minha mãe ou o povo lá de casa não fosse esquecer. Mas aí na semana passada uma tia veio do interior pra São Paulo e começou um papo de que na nossa família todos são muito inteligentes, e isso, e aquilo... E minha mãe "É... Super, inteligentes! Aqui em casa, nunca ninguém perdeu ano de escola"!
Como pode? Ou ninguém presta atenção em absolutamente nada a sua volta ou as pessoas acreditam somente no que querem acreditar. Depois dessa, daqui a pouco, até eu vou achar que aquele ano nunca aconteceu. Ou vai ver que me formei em ilusionismo e, mandei tão bem, que também nem reparei. Alguém com um poder desse realmente não merecia ter tomado pau... Injustiça. Mas ainda bem que ninguém lembra. Assim fico com fama de inteligente, sem nunca ter chegado nem perto disso.

Sexto Capítulo do 365 dias de solteira...

Trecho do sexto post do trezentos e sessenta e cinco dias de solteira, com os links lá no final para quem quiser continuar lendo.


- Com ela rindo desse jeito eu não consigo!
- Isso é pra eu aprender a nunca mais dar abrigo pra amiga desorientada!
- Devíamos ter largado ela rebolando com as meninas lá da travecolândia...
- Pra ela ter acordado nos braços da Nicole?

É nessas horas que você se dá conta de que a noite anterior pode ter sido bem mais longa e que quem ri por último realmente pode rir melhor. Estava morta de curiosidade para saber quem era o domador de potranca e sacanear a Clara pelas suas brincadeiras de cama, mas a idéia de que eu podia ter acordado nos braços de uma Nicole, me fez parar e ativar direito a memória.

"Quem diabos é Nicole"?

Para ler o capítulo inteiro, só clicar aqui ou lá na Uol.


Ainda no Rio, ainda em casa.

Tenho que pensar em um jeito de vir ao Rio sem precisar de repouso absoluto nos dias seguintes. Os dias se misturaram com as noites, não deu para dormir, não deu para dizer não. Acabei de chegar e parece que meu corpo não desiste: abro a janela, não vejo graça na cama. Ligo o computador só para dividir meu prazer, mas a paisagem clareia minhas idéias e vai - já já - me botar novamente na rua, vai me jogar num banquinho de calçadão só para que eu veja um pouco de sol nascendo. Lá, bem do ladinho dos bêbados, dos marginais, de toda a putaria elegante de Copacabana que ainda trinca as paredes dessas casas de família. Adoro Copacabana... Adoro qualquer lugar que eu tenha bons amigos, mas gosto daqui exatamente pelo contrário. Aqui há uma solidão possível, a inexistência não me assombra tanto. Aqui basta olhar, pensar e agradecer em silêncio. E aqui tem de tudo! Tem, assumidamente, as piores e mais oportunistas espécies... Como é que eu não ia me sentir em casa, não é mesmo? Adoro Copacabana.

preguiça, câncer e galos

- Não deleta o blog não, viu? :)
- Oh, menina... Nem esquenta, crise ortográfica passageira.
- Que bom que é passageiro. Eu adoro o seu blog. Acho até que poderia escrever mais, mas sei que você é uma moça ocupada.
- Ah, obrigada. Mas sabe que, mesmo se eu fosse mais à toa, acho que ainda assim escreveria pouco.
- Sim, escrever pouco tem suas vantagens, gera expectativa, as pessoas dao mais valor aos textos, além de poder escrever nos momentos de inspiração.
- Será? Na verdade eu acho cansativo escrever. Tenho uma preguiça danada.
- Serio? Nunca imaginei você com preguiça de escrever.
- Morro de preguiça e não gosto. Sinto necessidade, mas não gosto. Por isso e porque o que eu gosto mesmo é de bater perna, é que escrevo cada vez menos.
- Que ironia... Você escreve tão bem. Achei que saísse naturalmente, sem muito esforço.
- Saí, mas quando acaba parece que levei uma surra.
- Hahaha! Nossa... Quando eu leio o que você escreve, não parece que é assim não. Parece tão leve.
- Sem contar que quando olho no relógio, perdi horas da minha vida com um mísero post. Ter um blog é uma perda de tempo... :-)
- :-)
- Poís é... Mas, sei lá, vai ver se não virasse post, surgiria um câncer. :-)
- Se você fosse guardar só para si, provavelmente viraria. Mas acho legal você ter coragem de falar certas coisas. Como o post que fez sobre a sua irmã. Eu também tenho problemas parecidos com a minha, mas não falo muito sobre isso.
- Melhor falar, hein... Vai que virar câncer! :-)
- Então acho que vou ter câncer... Hahaha.
- hahahahaha... Quero só ver se for na língua.
- Humorzinho negro, mas continuo preferindo ter o câncer.
- Já que consegue ter humor, não opte pelo câncer... Não faz bem para o cabelo.
- Hahahhahahahahahahahahaha!
- Queridona, vou sair. Odeio esse negócio de horário de verão... 4 horas da tarde e não fiz nada!
- Hum... Acho que você fez sim.
- Anh?
- Acabei de bater na porta do quarto da minha irmã. Ela vai achar que fiquei louca, mas vou tentar conversar com ela.
- Fala pra ela que está longe de ser loucura. Só cagaço de um possível câncer. :-)
- ;-)
- Boa sorte.
- Tomara que isso também te sirva de lição!
- Que?
- Já pensou se você tivesse preguiça de conversar (escrever) pelo MSN com gente que te lê e você nem sabe quem é? Escreva mais, viu! Sem preguiça.
- Ah, vá te catar...
- Beijo e obrigada.
- Depois dessa, espero que sua irmã te arremesse um sapato assim que você entrar no quarto dela.
- Um galo a mais um galo a menos...
- Fui. ;-)

Eu devia criar vergonha na cara e deletar esse blog...
Manter um blog devia ser como dirigir: depois de um determinado número de erros, devíamos ser obrigados a voltar pra escola.
Não reparem a indignação... É que acabei de reler alguns posts (algo que nunca faço) e estou morrendo de vergonha, mesmo sabendo que não adianta chorar depois de um acidente estúpido.


Fui educada para não dizer tudo o que penso, mentir sobre o quanto ganho, guardar no silêncio as minhas histórias, não confessar meus desejos mais íntimos e evitar possíveis amantes. Fui educada para comemorar em silêncio tudo o que me fizesse bem, como se o meu bem agredisse os outros de alguma forma. Por sorte, as vezes acho que estou desaprendendo tudo o que aprendi... Cada dia que passa tenho menos a esconder, mentir ou manipular. Incluindo palavras, dinheiro, histórias, desejos e amantes. Já ouvi dizer que o nome disso é maluquice... Eu tenho chamado de bom senso, coerência e vida boa.


De um dia para o outro...

Uma amiga minha escreveu dizendo que anda muito brava com o rumo desse blog. Disse que acha um absurdo eu aderir a esse movimento de publieditoriais e mais absurdo ainda que eu misture as campanhas recebidas no meio de posts que eu escreveria normalmente, sem que tivesse grana nenhuma envolvida. Como ela é amiga velha (não de idade, mas de tempo de amizade), respondi o e-mail assim...


Saudade de você, sua cretina! Por onde você anda? Sua aversão por telefone aumenta ainda mais a distância entre a gente, sabia? Mesmo depois de tantos anos, confesso que não entendo como você consegue não ter aderido ao movimento dos celulares. Mas não posso reclamar. Acho que é por conta dessas bizarrices da sua personalidade que gosto tanto de você. Por isso e porque foi graças a você que um dia me tornei fotógrafa. Eu nunca te contei porque sempre me senti muito amadora, tinha acabado de fazer o curso de fotografia (mentira, nem cheguei a conclui-lo) e inventei de colocar um anúncio no jornal dizendo que eu era fotógrafa de casamentos, aniversários, modelo-manequim-e-vendedoras-de-shoppings.
O anúncio saiu em uma quarta-feira e no sábado eu estava na porta de uma igreja com a minha Nikon F2A, um flash comprado naquele mesmo dia, vários rolos de filme com 36 poses e a cara de pau que até hoje me leva a fazer coisas maiores do que meu cérebro. Quando a noiva chegou foi que me dei conta de que aquela era a primeira vez que eu pisava em uma igreja católica, que eu nunca tinha visto um casamento católico e que se eu fizesse merda com o álbum de fotos daquela noiva gordinha ela ia me socar até a morte. Eu tinha quinze anos de idade, acredita? E acho o máximo você nunca ter perguntado minha idade...
Na época, coloquei o anúncio porque achava que precisava ajudar em casa, precisava ajudar a pagar as prestações da câmera, precisava descobrir logo como ganhar a vida. Coisa de menina pobre e responsável. Apesar de você ter nascido rica, eu sei que você também sabe como é se sentir assim. Mas foi por deus e por você que tudo deu certo naquela noite... Quando meu flash parou de funcionar achei que não teria mais jeito, que a gordinha ia me rogar a maior praga da minha existência e que minha mal começada carreira de fotógrafa teria um fim ali mesmo.
Antes que eu derrubasse as primeiras lágrimas - sem que eu dissesse nada - você pausou sua filmadora e disse pra eu fuçar na sua mochila e ver se não tinha por lá algum flash ou bateria que servisse no meu. Foi graças a você que tudo correu bem, que a gordinha ficou feliz por eu ter tido a sensibilidade de fotografá-la nos melhores ângulos e me indicado todas as futuras noivas da companhia feminina de kung-fu de São Paulo. Graças a ela e a você depois daquele dia minha vida virou de ponta-cabeça, eu passei a acreditar que era fotógrafa de verdade e recebi por isso durante quase dez anos da minha vida.
Nunca te agradeci por isso... Obrigada, minha amiga querida
.

Quanto aos possíveis publieditoriais do blog, não seja boba. Eles são como flashs, vindos das mochilas de algumas empresas. Salvam a nossa pele de vez em quando e nos fazem acreditar que somos bons com as palavras.


E já que estamos falando em publieditoriais e eu odeio escrever, vou aproveitar o e-mail que vai pra você e transformá-lo em um. Aproveita e dá uma clicada nesse link aqui, da promoção Rexona. Tenho certeza de que você também vai curtir contar suas histórias. Alguns desodorantes mudam tanto quanto a gente, minha amiga. É a vida... Com todas as mudanças e adaptações necessárias, é a vida. ;-)


milagres carecem de paraísos


E aí eu bato o pé dizendo que nunca mais isso, nunca mais aquilo e - quando vejo - tô eu aqui, com meu tudo de novo, sem dar a menor chance pra esse papo de "nunca mais".
Que bom ser assim tão sem palavra...


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Quinto capítulo - 365 dias de solteira

Trecho do quinto capítulo...

Foi fácil aprender a gostar de bebidas doces, mas não foi nada simples aprender a lidar com os receios masculinos. O namoradinho daquela época dizia que me respeitava, não ousava tocar meu corpo, além da minha cintura, e - como eu nunca havia experimentado nada além de beijo - achava que o respeito era só falta de desejo.
O açúcar e o álcool me ajudaram a excitá-lo a ponto de...

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